Hola, vizinha Argentina.

Como eu me senti no inicio dessa aventura.
  • O primeiro passo para o exterior foi para descobrir o interior.

 

Primeiro destino internacional:  Estado de Missiones na Argentina.

O Estado faz fronteira com o Brasil, com Imigração nas cidades de Puerto Iguazú (AR) e Foz do Iguaçu (BR) os dois lados das cataratas.

Leia mais no post especifico sobre Missiones.

 

Arquivo Pessoal Mirella Arruda.
Eu em Foz do Iguaçu a caminho da fronteira com a Argentina.

 

Viajante primária nos quesitos:
  • Sem planejamento.
  • Com pouco dinheiro.
  • Com pouco equipamento. 
  • Sem tempo determinado de viagem.
  • Sem muita confiança, mas com muita coragem.

 

O conselho que eu deveria ter aceito.

 

É de extrema importância respeitar o seu próprio tempo.

E por isso vou contar a minha história com todos os meus sentimentos.

E já recomendo uma trilha sonora para começar esse post: Triste, louca ou má – Francisco, el hombre.

 

Assista o vídeo da musica aqui.

 

  • Desequilíbrio emocional – Equilíbrio.

 

Tudo o que se pode esperar de alguém que larga tudo do dia pra noite e foge rumo à fronteira:

 

Sobre o Desequilíbrio emocional:

O Desequilíbrio, tem como consequência o Equilíbrio, e vice – versa.

Depois de se estar desequilibrada e causas danos para si e para os outros vem o trabalho de reconstrução até o empoderamento da intensidade e da coragem, e esse turbilhão de sentimentos que nutrimos.

 

Antes de tudo: Não possuo uma família horrível para fugir de casa.

Pelo contrário, a minha família é incrível, temos nossas diferenças, claro, sou a única mochileira da história, mas possuímos semelhanças muito genuínas.

Conquistei o apoio da minha família, que entenderam que pessoas adultas fazem suas escolhas, aprendendo com elas e suas consequências.  Nisso também observo muito a nossa perspectiva de filho ser alguém que tem que estar sempre próximo da família, a ponto de se anular por isso, digo, família tem que ser fermento para desenvolvimento e é isso que a minha se tornou.

Muito comum para quem não vive a vida que quer: Nós passamos tanto tempo tentando ser o que os outros querem e quando olhamos no espelho não nos reconhecemos, mas dentro da gente a essência vive, mesmo que em guerra com tudo a fora.

 

Mas eu também já fui assim…

Quando estava no Brasil, vida de cursinho, depois graduação, não conseguia dormir, comecei a tomar remédios para isso (logo eu que evito medicamentos) tinha dores nas costas, crises de ansiedade, mas ainda sim, uma alegria enorme, você não iria me encontrar e me ver triste, e eu muito menos sozinha era triste, por uma certeza de ‘’uma hora vou ter a vida dos meus sonhos’’.

Mas porque projetar para o futuro se a única certeza que possuímos é o agora? E assim passei a ser muito imediatista. Muita adrenalina, muita intensidade, nesse impulso, fui.

 

Tão obvio que não percebi: possuía desequilíbrio emocional.

Utilizei ele como uma alavanca, em um impulso: Fui.

Levando comigo muito medos projetados, irreais, eram construções baseadas em ‘’e se’’.

Como também fui até a fronteira com Franceses, tive medo de ir sem eles. Mesmo que fosse muito complicado as vezes lidar com eles, possuo um carinho enorme e isso me reconfortava ao estarmos juntos, mas naquela hora era preciso trilhar meu próprio caminho: ”Sim, eu vou sozinha”.

 

E deixei um recado marcado para os franceses…

”E não venha você Frances, me dizer que eu não posso fazer tudo isso sozinha. Eu vou pegar carona. Vou fazer tudo e do melhor jeito possível, porque eu serei melhor a cada dia e fazendo o que amo por mim e depois vou querer rever vocês e aí tudo já estará melhor, não apenas eu, mas espero que vocês também. Beijos”.

 

Arquivo Pessoal Mirella Arruda.
As margens do Rio Paraná em Santa Ana – Argentina.

 

Vencer o desequilíbrio emocional é como estar em sintonia com o ciclo lunar, mas eu só conheci isso ao viver.

Segundo as fases da Lua, eu Lua, fui…

  • Minguante, me permiti a minha destruição, fui ao meu limite, extravasei, enlouqueci, falei sem parar, sem pensar, gritei sem cautela, senti todas as minhas dores até dizer: basta! Me fechei por dentro e deixei o mundo exterior guiar meus novos processos. Pois sabia, logo me sentiria Lua re-NOVA.

Obs: Ao decorrer de que conto a minha história irei demarcar meus ciclos lunares.

 

O que antes era impulso imaturo, medos irreais se reverteram em Equilíbrio. 

Palavra flexível, o desequilíbrio pode causar revolução mas isso depende de você entender que a mudança é necessária, vivemos essa balança entre Desequilíbrio e Equilíbrio, e isso um dia parar, paramos de evoluir.

 

É preciso de tempo, reflexão de si e do mundo.

Claro, ao decorrer da viagem que eu fui descobrindo como lidar com meu Desequilíbrio/ Equilíbrio.

E assim dando espaço para intensidade e a coragem agirem com pureza, sem ferir quem meu caminho cruzasse e sem atentar contra minha própria vida, me trazendo confiança e empoderamento para fazer tudo sozinha e ainda sim ser capaz de compartilhar momentos serenos com outras pessoas.

Percebo também que deixei de romantizar muitas questões, vejo elas de forma mais sincera. Sei que as vejo em meu mundo Encantado, prefiro ver o mundo como um Conto de Fadas, mas isso não precisa ser de uma forma romântica e sim mais realista: As coisas são como elas são mas vou fazer delas o melhor possível.

 

Desafios e sentimentos.

Oras, muitos sabem que eu viajei de carona sozinha, mas quando coloquei meus pés em Missiones, Argentina pela primeira vez, estava sozinha, triste por ter me separado do grupo de Franceses que viajava antes, não falava o idioma e me sentia despreparada, insegura. Logo, peguei um ônibus da fronteira de Puerto Iguazú até Posadas.

Com o tempo comecei a me permitir: depois veio a carona que achei em um grupo no facebook, de Posadas para Buenos Aieres, onde eu já me sentia mais forte, já estava falando um portunhol, ainda sim não me sentia preparada para ir sozinha pegar carona na estrada, isso foi uma conquista que você saberá como foi ao decorrer dos posts…

 

E para fechar, uma história que gosto muito…

 

Quando estava em Posadas (meu primeiro destino), fiquei na casa de uma família argentina e a minha anfitriã se chamava Florencia – Flor, e ela sabia que eu estava triste mas motivada, e me presenteou com um Cristal Quartzo Rosa, que é a pedra do amor. E me disse: Quando você reencontrar com os franceses você já estará equilibrada com seu amor próprio consolidado, peça a um deles que te faça um colar e que simbolize o final desse ciclo.

Eu viajei por muito tempo com esse Cristal, pensando que aconteceria exatamente assim, mas na verdade quando eu senti que meu amor próprio já tinha se consolidado eu pedi para um amigo me ensinar a fazer o colar e eu mesma fiz o meu colar, assim como eu mesma reconstruí meu amor próprio.

Gratidão.

 

 

Anúncios

Categorias:As histórias de Mimimi a fueraTags:, , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s