Um caminho iluminado até Buenos Aieres.

Peguei a primeira carona, sentido Buenos Aieres.

Através um grupo de facebook com um Senhor muito gente boa de Posadas. Foram como 24 horas seguidas de viagem, mais de 100km em que fiz uma colaboração mínima de como 40 reais.

 

Tive tudo o que precisava em Buenos Aieres, principalmente um, dois, três abraços amigos.

 

Arquivo Pessoal Mirella Arruda
Um dia feliz em Buenos Aieres, adoro lugares coloridos!

 

Incríveis reencontros

Um amigo do Marrocos que conheci no Brasil, está vivendo em Buenos Aieres.

Amigas Argentinas que conheci na Ilha do Mel, também e me receberam em suas respectivas casas.

 

Aprendendo a lidar com as mudanças

Processando a ideia: Não existe volta. Eu tinha deixado tudo e mesmo que eu não tivesse planejado viajar sozinha, eu viajava!

Já não existia mais franceses e muito menos brasileiros, nada que me parecesse familiar. Possuía o mundo todo pra descobrir e ainda me sentia apegada ao velho, mas isso não deveria ser fator limitante, não foi!

 

As minhas amigas eram muito ocupadas entre estudos e trabalhos mas sempre davam um jeito de passarmos um tempo juntas, enquanto isso eu aproveitava meu tempo com meu amigo do Marrocos e para conhecer gente, aproveitar a minha própria companhia.

 

Buenos Aieres. 

Buenos Aires é uma cidade muito envolvente,  enquanto caminha se envolve na música e quando percebe já caminhou por toda a cidade.

Observando suas construções coloniais, mescladas com o modernismo,  com o contemporâneo quase engolindo a Igreja Neogótica, é uma arquitetura sem critério, como se diz no filme Medianeras, irregularidades que refletem a sua população, logo, é uma cidade para se sentir.

 

Arquivo Pessoal Mirella Arruda
Definição de sentir a cidade.

 

Só serei sincera realmente ao compartilhar o filme Medianeras

Adiciono a Buenos Aires, música, muito boa música, Jazz e Blues, tango!

E uma comida quente, empanadas, doce de leite, alfajor, com vinhoooo.. Ah, não se esqueça do mate, pra onde for, tche, toma mate!

 

O que Buenos Aieres agregou em minha vida.

Buenos Aires me fez enxergar uma luz a frente do meu passado.

 

Ao princípio me confundi: Pensei que essa luz iluminaria a resolução do meu passado, claro, eu também era uma menininha que vivia em contos de fadas…

Foi quando uma Brasileira me disse: Não, eu não espero que daqui 3 meses vocês tenha resolvido seus problemas do passado e sim que você tenha se resolvido com você mesma.  E foi assim, que aos poucos, eu me permiti ao novo.

 

Arquivo pessoal Mirella Arruda.
Um dia caminhando pelos parques de Buenos Aieres.

 

Depois de relaxar conhecendo a cidade, aproveitando a companhia dos meus amigos… Tomando banho de banheira (na casa da minha amiga tinha uma, achava um luxo).

Senti que minha próxima missão deveria ser trabalhar em algum projeto voluntário, para me doar a uma causa.

Acredito que por sentir que havia me doado demais ajudando os franceses em minha casa e agora eles já não mais precisavam da minha ajuda e eu me sentia um pouco inútil, logo, queria voltar a me doar as pessoas.

Eu realmente não tinha muita ideia do que eu tinha ido fazer na Argentina, por ter viajado sem planificar antes e sem nunca ter saído sem prazo de volta.

 

As pessoas do caminho

Conheci muitas pessoas enquanto caminhava pelas ruas. Um dia fui presenteada na rua com uma pedra ametista, linda! Ametista, proteção espiritual e transmutação.  Além de um forte trabalho com sonhos e viagens astrais. Um pedra digna de uma pequena Fada. Era assim que eu me sentia: Pequena Fada.

As pessoas que conheci me falavam:  Você tem que ir pra Córdova, pra San Marcos Sierra.

Eu que não sabia muito bem para onde ir, decidi ir conhecer esse famoso lugar, que aliás, ficava do outro lado do país.

 

Mas antes disso conheci uma brasileira que me chamou para ir fazer trabalho voluntário em Punta Indio. Fui para lá, reencontrei com ela e conheci mais outra brasileira.

Hasta luego, me fue a Punta Indio, que lugar sinistro deve ser esse…

Trilha sonora Us and Them – Pink Floyd

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