Naufragando no Rio da Plata.

Punta Índio e as consequências que as recusas em planejar me trouxeram.

Como um cenário de filme indie, aquele bem calminho, onde as pessoas são normais sendo esquisitas. Localizado a 5km de Verônica que fica a pouco tempo de La Plata.

 

Projeto de Ecovilla mal sucedido no Rio da Plata.

 

Ao chegar em uma casa construída com barro, onde antes do portão tudo parecia normal. Conheci um jovem – homem – velho, por não se permitir mudar.

Creio que o ego lhe fez acreditar que o certo era ir contra todos, por vivermos em uma sociedade corrompida pelo sistema. Ok, eu compreendo que o sistema não é justo e precisa mudar, mas a minha filosofia de vida é menos apocalíptica, onde devemos fazer o nosso melhor para todos vivermos melhor.

Me deparei com um Moço, que insistiu tanto em um Projeto sem abertura para conceitos exteriores ao seus, alguém que não soube ser muito flexível com a fluidez da vida. Então ele estava sozinho mas gostaria de estar acompanhado, do jeito dele, claro.

Estava com a aparência física degradada, no fundo da casa, acompanhada de seu gato e sua cara fechada. Algumas vezes recebia visita, e uma delas, fui eu.

 

Até então, trabalho voluntário.

 

Cheguei para fazer trabalho voluntário e quase fui contratada como funcionária sem salário. Por isso imploro: fiquem atentos aos trabalhos voluntários que se propõem.

Acordava as 6,  para acordar ele também. A casa era muito suja, e compartilhávamos as panelas, os panos de prato, com os animais.

O moço mostrava descontente quando eu demonstrava interesse para sair pela cidade de Verônica, logo, eu dizia que iria comprar algo no mercado e saia explorar. Era uma pessoa inflexível. Esse ”trabalho voluntário” durou 5 dias.

Onde eu reboquei paredes de barro, fiz desenhos, fiz e vendi pães, limpei a casa, limpei a horta morta. Tudo sozinha enquanto ele assistia filmes.

 

Arquivo Pessoal Mirella Arruda
Desenhando nas paredes da casa de barro.

 

Nesse espaço conheci outra Brasileira, e reencontrei com outra que conheci em Buenos Aieres. Juntas nos recusamos a essas condições de trabalho…

 

Uma Família iluminada surgiu…

Ficamos uns dias na casa de uma família que nos acolheu na rua. Como assim?

 

O Moço da casa do trabalho voluntário nos expulsou bruscamente porque fomos passear pela cidade de Verônica e não voltamos no horário que ele gostaria, detalhe que era nosso dia de folga.

Pegamos nossas coisas e saímos caminhando, quando uma senhora nos parou para conversar e nos levou para  conhecer sua casa. Um convite para ficarmos, para chamarmos a Senhora de Vovó. Uma grandiosa família e dias de abundancia de generosidade.

 

arquivo pessoal Mirella Arruda
Resultado da oficina de Aquarela com as crianças da família.

 

Sobre a equipe de 3 brasileiras que se formou:

Pérolas do caminho, unidas pelas dificuldades dessa fase e agora vamos juntas para Córdova.

 

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