Muito diferentes, porém, juntas. Até quando?

Saímos de carona e cruzamos a Argentina. De Punta Índio  até Córdova, com poucos dias de pausa, a viagem também é o caminho.

Uma fase de muita aprendizagem.

3 pessoas muito distintas viajando juntas, como pode?

Cada uma tinha vindo de um universo completamente diferente e por algum motivo, e um pouco de fragilidade, nos encontramos e nos ancoramos umas as outras.

A primeira,

Uma me ensinou muito sobre silêncio e paciência. Nessa fase eu tinha que escrever em meu pulso a palavra ‘’Respirar’’ , ufa que aprendi a respirar antes de tatua-la.

Acredito que nos acostumamos a ficar ansiosos, que a vida mecânica nos cobra estarmos sempre acelerados, cair na estrada foi ao mesmo tempo que reformular um novo estilo de vida e  não desenvolver ansiedade para chegar em novos lugares.

A segunda,

A outra me ensinou muito sobre medo e fé. O quanto nossos medos são destrutíveis viver o agora, eles pairam, como uma nevoa, cobrindo todo o ambiente, a nossa insegurança afeta a convivência harmoniosa com o próximo. E  só há uma solução: A fé.

Não resolve você se preparar para tudo, ter equipamento para todos os momentos, usar uma armadura… As questões vão vir e você só vai conhecer-las quando se abrir pra vive-las, com a certeza de que tudo é impermanente e você é destrutível.

Só hoje eu morri e renasci milhares de vezes, só hoje minhas células já se renovaram e eu não precisei nascer com fisiologia de Fênix para ser uma.

‘E tudo é natural, basta não teres medos excessivos— trata-se apenas de preservar o azul das tuas asas”. – Caio Fernando de Abreu. – Conto completo aqui

Foi grandioso e ao mesmo tempo muito doloroso aprender na estrada a conviver com pessoas tão diferentes.

Fomos juntas para Córdova, primeiro a capital e depois por outras cidades do Estado que leva o mesmo nome. Ninguém sabia o porque, mas eu sabia que deveria ir.

Primeiramente desfrutamos da cidade de Córdoba, linda, boemia; que me recorda o clima da minha cidade no Brasil, Londrina. Nesse post no Blog Brasileiras pelo Mundo, onde sou colunista, compartilho sobre cidades que me encantaram na Argentina, entre elas Córdova.

Leia especificamente sobre Córdova e outras cidades da Argentina.
Senti falta de estar em contato com a natureza.

Um dia passeando em um parque onde as arvores eram grandes e fortes, em um solo poluído, com muito lixo, sem brilho. Essas arvores me passaram uma mensagem sobre sua força, sobre o poder de resistência, de não se entregar aos primeiros obstáculos, o lixo estava ali, mas antes dele chegar, já existia arvores. Essa mensagem entrou no meu coração.

O caminho até San Marcos Sierra

Como já contei, viajei Argentina sem fazer planos, somente ir, algo me falava para ir e eu escutei.  Pedia muito para que meus guias superiores me orientassem, conheci muitos seres de luz que me indicaram conhecer  San Marcos Sierra em Córdova. Escutei o conselho e cruzei a Argentina até chegar nesse povoado.

Quando cheguei em San Marcos, tudo foi decisivo, já era hora de resgatar a coragem, minhas raízes estavam mais fortes e eu tinha que trilhar meu caminho sozinha.

Passei alguns dias com as brasileiras em San Marcos, e aos poucos cada uma foi pegando um novo caminho e o meu era naquele povoado. Aquela região da Argentina é um polo energético muito forte, muito místico.

Nos próximos capítulos um post especificamente sobre San Marcos Sierra.

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