Uma comunidade alternativa em Córdova

San Marcos Sierra,

Humildade, fraternidade e amor – Um lugar para  sentir-se em casa.

 

A Região de Serra, muito famosa por ser um polo energético. Muito parecido com a região de Varginha em Migas Gerais.

O povoado possui 2 rios, o San Marcos, que fica no meio da cidade. E o Quilpo um pouco mais distante. Ambos são muito limpos e bonitos.

Chegamos as 3 mas só eu permaneci, o ambiente era muito propicio para trabalhar meu despertar espiritual.

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Pôr-do-sol no Rio San Marcos – Córdova – Argentina. foto: @mirellarruda
Como tudo aconteceu…

Chegamos em 4, uma chilena também havia se somado as 3 brasileiras. Começamos em uma casa por Couchsurfing (Plataforma de hospedagem solidária). Onde nos primeiros dias nos dedicamos a caminhar pela cidade, um povoado de ruas de terra, casas muito simples, muitas vezes feitas pelos seus próprios habitantes com técnica de adobe.

O povoado é muito pequeno e as pessoas em geral se conhecem.

O turismo no verão é forte, mesmo que eu tivesse ido na primavera, as vezes aparecia um ônibus de turismo de agência e nós parecíamos animais de zoológico.

 

Porque nós parecíamos animais de zoológico?

Não é que o tempo parou, mas não há necessidade de muito.

As pessoas vivem de forma simples, sem se importarem com a moda ou o mercado, a importância da roupa é primeiramente vestir e depois agradar seu gosto pessoal.

E não há padrão de comportamento, em geral as pessoas respeitam a sua essência e juntos trabalham para viver em um lugar mais sustentável.

Uma brasileira e a chinela se foram…

Eu e a outra mudamos de casa de couchsurfing e chegamos a uma verdadeira casa de filme de contos de fadas… Começamos a nos tornar parte do meio, a fazermos amigos e irmos a eventos.

Saiba mais sobre esse e outras cidades que me encantaram na Argentina clicando aqui.

 

O que o povoado oferece?

Uma vida cultural muito ativa, com uma gama de cursos alternativos com preços sugestivos.

Como por exemplo aula de dança folclórica, típica da cultura andina. Participei de uma e para a primeira aula aprendi tanto que no final de semana seguinte havia uma festa da cidade e lá estava eu a dançar.

Existem aulas diversas como por exemplo Yoga, alongamento, teatro… Basta perguntar em algum comércio local que vão saber te informar.

 

Muitas feiras de produtores locais.

Principalmente ao redor da praça e na beira do Rio.

As cidade é mantida principalmente pelo trabalho artesanal de cada pessoa, há trabalhos diversos: Carpinteira, papelaria reciclada, panificação francesa artesanal, tarot, venda de roupas usadas…

arquivo-pessoal-@mirellarruda
Essa árvore gigante é um Algarobo, típico da região de serras da Argentina. foto: @mirellarruda

 

Já deu para perceber alguns dos motivos que decidi ficar mais né?

Uma noite estávamos as 2 caminhando pelas ruas do povoado e fizemos um amigo francês, o qual nos convidou para nos hospedarmos em sua casa. Fomos!

Quando percebi, possuía uma família Franco-Argentina, vivi por 3 semanas, em uma casa com 1 francês e 2 argentinos, a brasileira logo retornou ao Brasil.

 

Um depoimento que escrevi naquele momento:

‘’Pra encher a casa, precisa antes encher o coração.

O espaço emana a energia que temos dentro, se estivermos fortes por dentro, qualquer lugar é como se fosse nossa casa, na verdade nossa casa somos nós mesmos.

E hoje, essa casa cheia de argentinos emana alegria’’.

 

Sobre a casa.

Eu dormia no sótão de um depósito, compartilhava o quarto com meu amigo francês.

A casa possuí muitas arvores, 9 cachorros e nem todos os dias tínhamos água quente para tomar banho pois o gás era muito caro. Não possuíamos geladeira  e nos dias frios acendíamos a lareira. E sabe o que mais? Era incrível, nós vivíamos muito bem juntos e não precisávamos de muito para isso.

A mãe do meu amigo…

Uma francesa,  uma ancestral muito sabia, me ensinou muito sobre a vida e esoterismo, foi minha grande professora de tarot e quiromancia.

Compartilho como começou minha história com tarot aqui. – Tarot e eu. @mirellarruda

 

Como eu me sentia naquele momento?

Aquele lugar me lembrava pessoas, eu me via lá, eu vivia o meu Conto de Fadas, aquele era o lugar certo para elas, mas muitas histórias não estavam na hora certa.

Havia uma placa que eu sempre reparava quando caminhava, nela estava escrito ”Sempre é hoje” e disso escrevi um verso, verso de uma menina com uma rosa dos vendos e um quartzo no pescoço…

”O sempre é hoje.

26 de abril, aqui fez sol e agora faz frio.

Lua nova, renova,

Ganhei um abraço por sorrir, lembrei que antes de tudo, essa ainda sou eu, ”ainda” não que eu não tenha mudado, mudo a cada minuto, mas ainda me pertenço.

Sou a minha própria casa, meu casulo, em seu constante ciclo – metamorfose”. @mirellarruda

 

Fotos da viagem pela Argentina na Tag #argtsa no Instagram.

 

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Categorias:América do Sul, Argentina, As histórias de Mimimi a fueraTags:, , , , ,

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