Adoeci na Bolívia, e agora?

Sinto muito Samaipata

Fomos para Samaipata, um povoadinho de ruas de terra, muita floresta, simples e charmoso. Popular por ser alternativo e principalmente por Tche Guevara ter sido morto muito próximo dali.

A cidade conta com muitas belezas, em sua maioria que eu não conheci por estar doente. Nesse ponto me fui a consultar em um Hospital Publico.

Na Bolívia todo o atendimento em hospitais é pago, mas o valor é acessível. O atendimento foi realmente muito bom, o médico realmente me examinou.  O médico me disse que eu tinha uma gripe mal tratada que evoluiu para bronquite, me receitou alguns remédios.

Em Samaipata eu via a Delegacion Clandestina ainda mais linda, o equipe aumentou, mais 2 Argentinas, uma delas uma outra bruxinha, que fazia tarot, leitura de Registros Akáshicos e Sincronário Maya, essa hoje é Colunista do Blog também, @aldibazzoli. Juntas realizávamos nossas bruxarias e ela me disse que eu deveria ir para Amazônia do Peru. Escrevi esse trecho em um momento lá:

Hoje, o dia amanheceu com chuva. Água violeta. Purificação, o dia reluz leveza. Preparamos nosso almoço e escutamos um reggae do Brasil. O melhor lugar do mundo é estar no lugar certo com as pessoas certas.

 

Santa Cruz de la Sierra

Eu realmente estava muito doente, e mesmo com esse conselho, antes disse que seria a ultima cidade antes de escutar o conselho de minha professora de tarot de San Marcos. Que me disse para voltar se não isso poderia custar minha vida, estava prestes a custar, eu estava muito doente e tudo se encaixava perfeitamente em como ela me disse que tudo iria se passar.

No meio do percurso de Samaipata para Santa Cruz eu piorei, acredito que adquiri uma intoxicação alimentar e ao chegar na cidade não parava de vomitar. Passei por vários hospitais, cheguei a tomar 4 injeções em 2 dias, estava disposta a qualquer tratamento pois a essa altura eu tinha muito medo de não aguentar e foi assim que eu decidi: É hora de ir para a casa! Me despedi de todos, meus amigos estavam a caminho da selva. Liguei para minha mãe para contar que estava voltando e ela me disse ”Filha, você pode estar de baixo do meu teto doente e eu talvez não consiga te ajudar, você precisa saber se cuidar em qualquer lugar que estiver”.

Refleti muito, ainda sim estaria mais segura no Brasil, mas ao mesmo tempo olhar chorando para meus amigos por estar deixando meus sonhos, foi assim que comprei uma passagem e fui sozinha para La Paz, cheguei, muito bem, eu estava me curando. No meio do caminho escrevi um texto, o qual compartilho a baixo.

O amor é livre.
Muito tempo para compreender as distintas formas de se relacionar, mas o amor em si é único e existe hoje ou daqui 10 anos.
Quando adoeci, cogitei voltar, minha mãe me disse “para que se você não consegue ficar aqui uma semana?” Eu amo a estrada, por mais insano que pareça, não tenho vontade de parar.
Isso me fez aprender a me relacionar de forma distinta com as pessoas, o meu pai por exemplo, é um senhor conservador, sistemático, com 60 anos de vida na terra, claro, ele acredita que sabe o que melhor pra mim, mas essa é a minha vida e ele a respeita. Assim como meus irmãozinho super presentes em meu Facebook com seu humor incorrigível.
O segredo de tudo afinal é de que o amor existe sem nenhuma obrigação, isso também é empatia. Então não se torture demasiadamente tentando regrar as relações e aproveite intensamente cada segundo com as pessoas que ama (que também não precisa conhecer a décadas pra sentir amor). Se não estiver perto, ligue, mande uma mensagem, o amor existe aqui, na China, no Brasil, existe porque não é tativel e sim sensitivo.

 

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Categorias:América do Sul, As histórias de Mimimi a fuera, Dicas de viagemTags:, , , , ,

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