Distancia amorosa e saudável

O processo de se descobrir e se entender se dá quando você começa a enxergar o que realmente é viver e descobre que o mundo não lhe oferece tais ferramentas de mão beijada. A nossa missão não é estar sempre à disposição dos caprichos ou dos dramas alheios sem vontade ou sem desejo genuíno de ajudar; estamos fadados a crer que a sociedade condena quem não nos serve como achamos que devemos ser servidos ou que devemos servir como gostaríamos que fossemos servidos. Eu passei um tempo crendo que eu deveria me deixar de lado para servir as pessoas em plenitude mesmo que isso me tirasse de mim e me deixasse em segundo plano. Não podemos deixar que as pessoas sejam mais importante que nós mesmos, isso é anular-se perante e o outro e no primeiro momento, na primeira oportunidade, a pessoa a qual você se anulou por ela te dará uma bela banana. Não estou aqui para julgar ninguém, mas os níveis de consciência a qual cada ser humano está se servindo é de única e responsabilidade de cada um e não nossa.

Temos potencial para amarmos incondicionalmente à todas as pessoas que habitam este planeta e todas as almas que habitam os Cosmos e além. Quando eu vi e entendi que eu não posso ajudar ninguém e ninguém pode me ajudar eu comecei a me libertar das amarras sociais e do que o padrão cultural comportamental me diz para fazer. Não vou mais me anular para que o grupo com o qual eu convivia se faça em harmonia. Para mim, a harmonia está dentro de mim e não fora e se isso inclui eu me anular eu tô é fora deste grupo e envio muita amorosidade e gratidão porque o amor sempre prevalecerá e isso nunca vai mudar. Somos amorosos em essência e não podemos desviar este foco. Precisamos nos distanciar de algumas pessoas ao longo da vida e isso não tem problema algum.

O Barquinho

Certa vez um amigo me contou um conto que mudou a minha vida. O homem estava percorrendo um rio com um barquinho que o guiou e o guardou, salvou sua vida e lhe fez seguir seu caminho de forma que lhe ofereceu abrigo, guarida, alimento, cama e um meio de transporte para que seguisse sua jornada perante o rio. Chegando em seu destino, ele teve que seguir adiante e a floresta era a sua única opção. Ele não queria deixar o barquinho, pois, estava muito apegado e se sentia muito grato à tudo o que o barquinho o proporcionou, mas ao mesmo tempo ele não poderia deixar de seguir em diante, ele precisa adentrar na floresta e o barquinho não era mais necessário, na verdade ele poderia ser um auguro. Sendo assim, as pessoas que nos cercam podem ser representadas pelo barquinho. Sejamos gratos, sejamos amorosos e enviemos amor e muita luz para todos que passaram e passarão pelas nossas vidas, mas nunca, nunca podemos deixar que o nosso amor ao próximo anule o que realmente sentimos por nós.

O amor é um sentimento que vem de dentro dos nossos corações e está entranhado no nosso DNA. Estamos fadados ao amor incondicional e isso é uma dádiva e é a nossa conexão com o Divino e Graças a Deus não perdemos por completo esta conexão. Precisamos entender o que sentimos, o que pensamos e o que enxergamos do nosso ponto de vista. Precisamos entender tudo o que se passa dentro de nós. Nem sempre os pensamentos que passam pelas nossas cabeças é genuinamente nosso e nem sempre eles contem verdade 100%, é só um espelho, um reflexo do que sentimos sendo materializado em sensações e pensamentos. Estamos em estado de praga biológica e não conseguimos entender a total pureza do que é relacionar-se com o outro. Por que estamos tão conectados e ao mesmo tempo tão separados? É uma questão que os filósofos e os homens tentam responder há milênios.

Quando entendemos que o que viemos fazer aqui é basicamente relacionar-se e entender quem nós somos a partir de uma experiência humana começamos a enxergar que as pessoas estão tão machucadas quanto nós mesmos e isso nos ajuda a trabalhar a amorosidade e seguir adiante no nosso processo de limpeza e purificação. Vamos começar a exercer a amorosidade através do não julgamento. É muito mais complicado que parece, eu sei; eu vivo isso diariamente e quando me dou por mim, lá estou eu apontando dedos, julgando e falando o quanto fulano ou ciclano está sendo egoísta, frio ou não está exercendo nem por um segundo a amorosidade. Tudo bem. Vamos deixar o outro viver a escuridão dele e sigamos em frente. Não precisamos nos relacionar com pessoas que nos ferem e ao mesmo tempo não precisamos guardar rancor e nenhum sentimento não qualificado.

Sejamos amor, vibremos amor e estejamos sempre em estado amoroso. Só a meditação pode nos proporcionar o verdadeiro amor e a verdadeira compreensão de quem nós somos e do que sentimos.

Gratidão

 

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