A Grande Escola

Ainda me pergunto se tudo o que aprendemos vem com o tempo ou com a intensidade do aprendizado. As escolas de todo o mundo ocidental estão mais preocupadas em formar seres em escala para o mercado de trabalho do que auxiliar humanos que pensam, sentem e tem necessidades muito maiores que fisiológicas ou financeiras. O Ego está presente em todos nós, como ferramenta ele se estende em torno de tudo o que conseguimos ou não colocar nossos olhos. A mecânica quântica ensina que quando olhamos para um átomo ele se comporta de maneira diferente de que quando está em repouso, ou seja, o universo alem de mental ele também é feito de escolhas.

As instituições de ensino focam que quanto mais trabalharmos duro mais teremos os nossos objetivos concretizados. Agora eu me questiono e questiono a você também: o que é objetivo concretizado? Será mesmo que estamos preparados para termos tudo o que desejamos? Defina desejo, estabilidade, prosperidade, paz, harmonia, alegria. Definam tudo isso sem enxergar a mesma ótica da qual aprendemos desde criancinhas. Vamos definir que tudo o que vivemos, sentimos e aprendemos faz parte de uma vibração da qual é inseparável de nós. Tudo o que vivemos e que precisamos aprender só depende da gente de encontrar o verdadeiro objetivo.

Quando me bate a insegurança sobre estudos eu logo me realoco para o espaço/tempo de uma sala de aula em uma cadeira de faculdade. Era um curso de jornalismo e o que mais me fez crescer e ser fortalecida foram as experiências das quais fui submetida naquele ambiente; me fizeram enxergar que o que mais importa dentro de uma sala de aula não é o conteúdo passado e avaliado em sala, mas sim as relações humanas, o relacionar-se. Quando eu compreendo essa questão, me faz sentir uma pontinha de nostalgia de um ambiente completamente fértil e com muitos desafios a serem percorridos em um único semestre.

Hoje fiquei nostalgica com a escolinha. Como era divertido poder desenhar, pintar, brincar, dormir, plantar feijãozinhos, conversar e trocar com os amiguinhos, ao longo dos anos tudo isso foi lentamente arrancado de mim e a cada vez mais a escola se tornou automática, pragmática, burocrática, chata demais para um ser que não se deixa vender por um sistema ao qual prega que quanto mais se tem no externo, mais se tem no interno; sabemos muito bem que isso é uma balela pura e que nós não nos satisfazemos nunca com este modus vivendi. Se tivéssemos plenos não precisaríamos de alucinógenos, meditação, terapias, etc.

Eu faço uso de múltiplas terapias porque a busca incessante da energia Crística é ligada completamente ao meu veículo, ou seja, o meu corpo físico, o que nos sustenta e que nos deixa em contato direto com o nosso Eu Superior, o veículo que é a manifestação física da nossa essência, alma, atma, anima, psykhé, néphesh, etc.; a nomenclatura não importa muito, o que vale é que temos sim muitos implantes, codificações que nos atrasa em compreender a nossa real função neste mundo, limitações auto impostas que nos colocam cada vez mais diante de mil faces. Mil espelhos da Bruxa, mil reflexos de Narciso, mil faces de um mesmo ser, duas faces da mesma moeda. A pesquisa do que é viver neste planeta se dá quando você disseca tudo o que há dentro de si e como chegou aqui, por que e para que. As questões surgem e a insegurança do Ego controlador bate, mas tudo bem, deixe-o entrar e o convide para um chá, não há nada mais assustador que o acolhimento, compreensão e amorosidade para um Ego machucado e controlador.

Estamos todos assustados com o que está ocorrendo no  Planeta e em nossas esferas pessoais, mas mantenhamos a calma e a compreensão de que toda esta chacoalhada que estamos levando da vida não se trata de nada além de abertura de espaço para que mais energias e mais experiências que estejam de acordo com o Plano de Sua Alma seja concretizado. Se o movimento que está ocorrendo não fizer muito sentido agora, tudo bem, aprenda a aceitar assim como aceitamos quando estamos sentados em um banco de escola ou faculdade; aprendemos a aceitar os dias dos exames, as matérias que à priori parecem não fazer sentido e estarem completamente fora de contexto e aprendamos a receber uns zeros de vez em quando, para mostrar para nós que nem sempre a vida é como cremos que ela tem que ser.

Aprendamos que tudo tem um motivo, uma razão e um porque e enquanto deixarmos o nosso Ego controlar as nossas vidas, sentiremos muito mais medo e vergonha do que amor e plenitude.

Gratidão

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