Vida, metamorfose e Morte

Antes de começar a explanação de hoje sugiro que desprograme seu cérebro para esquecer que existe morte. Já que superamos esta fase, podemos continuar.

A borboleta é um excelente exemplo na natureza para ilustrar o momento do qual estamos passando; dentro do casulo – uso como referência o corpo humano – reside um Ser que está ressignificando todas as suas crenças, maneiras de pensar, modos de agir e como responder as situações. Este Ser estava dormindo e durante muito tempo sentiu-se a grande vítima dos acontecimentos que o cercavam sem entender que a maior criação vinha de dentro deste casulo.

Antes da transformação o Ser precisou passar pelo processo de Morte. Sua vida não carrega mais o mesmo significado de antes e agora, porventura, ela é incerta, desafiadora e cheia de obstáculos perceptíveis ainda pelo olhar antigo. Quando o Ser começa o processo de digestão de todos os tecidos e células para que elas possam transformar-se em um belo par de asas e novos olhos com um maior alcance para cores, texturas e horizonte o processo se torna doloroso e muito delicado.

Antes de entendermos o que há em todas as entranhas do nosso corpo, estamos cavando cada vez mais fundo, assim como um exímio agricultor que prepara a terra para receber a semente. Quanto mais fundo cavamos, mais fundo chegamos nos nossos sentimentos e percepções sobre como somos nossos próprios limitadores quando entendemos o grande espelho de narciso que nos cerca no dia a dia.

Hoje vejo que há muitas borboletas saindo do casulo à minha volta, eu mesma estou ainda dentro do meu casulo só esperando o momento em que todas as dores e percepções negativadas saiam das minhas entranhas, e assim, eu possa voar com o meu belo par de asas. Eu consigo sentir a dor do parto da minha alma e também sentir a vida que floresce junto à dor.

Toda a percepção de dor, negatividade e crença limitante é puramente ilusão e quando estamos focados em dissolver tudo isso sentimos o paradoxo da dualidade e o questionamento vem a cada minuto: mas por que dói tanto se a dor é uma ilusão? Sim, quebrar está ilusão é que é o grande jogo do qual estamos inseridos.

Voltemos ao lar e estejamos cada vez mais focados em nós matar diariamente: matar a dor, matar o julgamento, matar a ansiedade, matar as crenças limitantes, matar tudo o que nos coloca em tristeza, poder, raiva, vingança, rancor, etc. A morte física não existe, de fato. Não morremos quando a nossa alma emerge para os planos mais elevados, a morte é simbólica e ela representa apenas a retirada de toda a tristeza do seu campo. Que possamos morrer todos os dias para a tristeza e para a dor; que possamos cada vez mais nos colocar no lugar do outro e nos posicionemos como os guardiões do amor incondicional.

Que todo o processo de metamorfose se dê no mais elevado dos sentimentos e que a gratidão seja a nossa companheira em momentos de dor e tristeza. Quando começamos a nós entender melhor, passamos a entender o outro e assim conseguimos nos focar no único sentimento real: o amor.

Gratidão ❤

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